Ubatuba em Revista

Meio Ambiente

O peso da vida moderna

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O micro-ondas quebrou, está fora da garantia, o conserto sai quase pelo preço de um novo, o aparelho só serve para ocupar espaço na cozinha. O que fazer com esses equipamentos concebidos para facilitar a vida moderna, que são praticamente descartáveis? Seguir o exemplo do sujeito que largou o micro-ondas em um terreno baldio da rua Cunhambebe, às margens de um braço de rio, é um ato irresponsável e inconcebível.
Os eletroeletrônicos contêm substâncias perigosas e sua disposição no solo é prejudicial à segurança e à saúde. O não aproveitamento dos componentes significa um desperdício de recursos naturais não renováveis.
De acordo com o Worldwatch Institute, as indústrias de alta tecnologia representam um custo extremamente pesado para o meio ambiente. O setor de semicondutores utiliza centenas de produtos químicos, inclusive arsênico, benzeno e cromo, todos reconhecidamente cancerígenos. Os retardadores de chama bromados, regularmente incorporados aos eletrodomésticos de cozinha, estão associados a distúrbios do sistema endócrino. Os equipamentos, quando dispostos de forma imprópria, contaminam o solo e a água porque os agentes poluentes neles contidos se difundem, por lixiviação, no meio físico.
O correto é levar o produto ao revendedor ou à assistência autorizada. “Nós encaminhamos para a reciclagem”, garante a atendente Maria Claudia Noberto da Silva, da Praia Service Refrigeração.

 

Lixo: responsabilidade de todos nós

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Na última semana, a Ubatuba em Revista perguntou em sua home page de quem era a responsabilidade pelo descaso com o lixo em uma cidade turística como Ubatuba. Dos 37 votos colhidos de 15 a 23 de setembro, 29,7% atribuíram a responsabilidade aos comerciantes e moradores; 10,8% à prefeitura e 59,5% a ambos. 
Tão grave quanto a falta de fiscalização em imóveis que não acondicionam corretamente os resíduos, de acordo com a Lei Municipal 1.249, é a opinião dessa minoria, que não se sente responsável pelo lixo deixado à sua porta. Ou do outro lado da rua, o que é ainda pior.
O lixo espalhado pelas calçadas enfeia a cidade e projeta uma péssima imagem do município para o turista, que em muitos casos não vai se sentir constrangido em jogar um papel de bala, chiclete ou sorvete na rua.
O lixo atrai moscas, baratas, ratos e outros animais transmissores de doenças, colocando em risco a saúde de todos e abalando a confiança nos estabelecimentos, especialmente nos restaurantes.
O lixo coletado custa caro aos cofres públicos e, consequentemente, ao bolso dos contribuintes.
O lixo esparramado é um desrespeito aos profissionais da limpeza, que além de coletar as sobras da cidade inteira ainda têm que juntar toda a sujeira, perfeitamente evitável com a simples providência de uma lixeira.

Matéria Publicada na Ubatuba em Revista Semanal #13 - Clique aqui e confira a revista na íntegra

 

O lado avesso da rua Guarani

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O lixo, quando sai da sua casa, deixa de ser problema seu? Para alguns comerciantes da cidade, a resposta é sim. “O problema é da prefeitura, que não faz a coleta”, afirma o presidente da AREUBA (Associação de Bares e Restaurantes de Ubatuba), João Bianchi, sobre o lixo que amanhece esparramado pela Rua Guarani, desfazendo todo o encanto que o logradouro esbanja à noite.
Ninguém tira a razão do empresário quando questiona a eficácia do serviço público, mas é preciso reconhecer a mea culpa dos comerciantes, que ao depositar o lixo na calçada estão desrespeitando não somente a população e os visitantes, mas a Lei Municipal 1249/93.
Diz a Lei que todos os imóveis urbanos devem dispor de suportes ou compartimentos para conter os sacos de lixo destinados à coleta, de forma a impedir o acesso de animais e insetos em geral.  A Lei atribui ao usuário do imóvel a responsabilidade por manter o passeio e a via pública em boas condições de higiene e livres de resíduos. Os infratores ficam sujeitos à multa. O problema, segundo o presidente da AREUBA, é que não há fiscalização. Já ajudaria se houvesse consciência e atitude.

 
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