No último dia 27 Ubatuba teve o prazer de receber, mais uma vez, o escritor de literatura infanto-juvenil e contador de histórias Jonas Ribeiro. Ele se apresentou na Sala ArtAud Nas Nuvens, para 340 crianças e adolescentes (estudantes de escolas públicas e privadas), 65 professores, e mais uma platéia aberta de 70 fãs e curiosos.
Cultura e História
Jonas Ribeiro contando histórias em Ubatuba
- 31 Dec
- Escrito por Patricia Cabral
Circo na praia
- 31 Dec
- Escrito por Heyttor Barsalini

Certo dia na avenida da praia do centro de Ubatuba, estava uma trupe circense se apresentando, a 1a. Trupe Circense de Ubatuba. O cenário foi dos mais belos: céu azul acima dos artistas, o mar atrás e cores, muitas cores nos figurinos, chapéus, malabares, trapézio e tecido, amarrados às árvores, que se expunham ao vento.
Paz de Iperoig?
- 31 Dec
- Escrito por Claudia Oliveira
Há muito tempo, um tempão, aqui mesmo nas terras de Iperoig (baia de tubarões) hoje chamada Ubatuba, aconteceu o primeiro Tratado da Paz da América Latina. Em todos os livros de história, está registrado como ‘A Paz de Iperoig’. Porém paz mesmo só quando os índios eram donos dessa terra. Sim, os índios foram os ‘primeiros moradores’ daqui, por isso todos os chamavam de tamoio.
Naquela época tudo era cantos e encantos, harmonia e felicidade, toda a natureza era rica em mata, fauna e flora, nem se ouvia falar da palavra extinção, doença muito menos. Isso era coisa dos pele vestida, uma gente que chegou aqui pelos mares em grandes naus, gente com uma pele branquinha igual às areias das praias. Eles chegaram aqui sem pedir licença, só trazendo enormes baús com presentes: espelhos, pentes, facas, roupas e outras curiosidades que usavam para presentear os índios que aqui moravam, os tupinambás. Faziam isso em troca da preciosa e cara madeira chamada de pau-brasil.
Sem saber o valor do que possuíam, os índios não se importavam na troca. Só que esta gente que vinha do país de Portugal, não se contentou só com as madeiras. Queriam também os animais e o ouro. Quiseram também a terra, quiseram também a gente que aqui morava. Foi então que invadiram, como se pudessem tomar posse de um lugar desprezando os qual ali já habitavam. E assim foi datada, como descoberta de um país, a data de uma invasão.
Colonizaram por todo o litoral brasileiro, plantaram a cana e construíram engenhos de açúcar, escravizaram o índio com seus filhos e mulheres. E enquanto isso, noticiava em Portugal, que os selvagens eram os índios.
Continua na próxima edição.
Matéria Publicada na Ubatuba em Revista Semanal #10 - Clique aqui e confira a revista na íntegra.
Sou Caiçara
- 31 Dec
- Escrito por Julinho Mendes
Oh de casa, oh de fora, leitores da “Ubatuba em revista”, venho aqui e apresentar, vou falar de terra e mar e dos causos do lugar. Sou caiçara! Sou Julinho Mendes, que a partir dessa edição passo a escrever nesse semanário. Espero agradar, transmitindo um pouco do que sei sobre a cultura caiçara. Vamos lá!
Lendas da Vila de Yperoig - A Lenda da Mãe do Ouro
- 31 Dec
- Escrito por Eli Ane Oliveira
Houve um tempo em nossa cidade que as únicas luzes que “alumiavam” a nossa gente a noite era a da lua ou a do lampião a querosene. Contava meu avô que na Barra da Lagoa do Itaguá existia um mistério, a cada sete anos o rio recebia uma força desconhecida e mudava seu curso natural.
Há muitos anos atrás aonde hoje é a ponte, havia um córrego apenas, que desembocava no mar, de onde vinha esse córrego ninguém sabia ao certo, quem sabe lá de cima da serra.
Nessa época numa casinha de sapê e chão batido, morava Chico Cido, velho pescador da Vila Yperoig que sempre estava a pescar no rio.
Em uma tarde ele fisgou com seu anzol alguma coisa pesada, puxando para a margem do rio um cesto de junco cheio de ouro.
Chico Cido levou com cuidado para sua humilde casa aquele importante achado e foi logo avisando sua família que nas gerações seguintes, todos daquele sangue teriam a obrigação de cuidar de uma criança abandonada.
Mas toda pessoa beneficiada com aquele achado, não gozaria completamente dessa felicidade, pois essa herança pertencia ao rio, presente do “Gênio dos Quatro Ventos”, que profetiza assim: Se algum dia esse presente for pescado por um homem a “ Mãe do Ouro” que vive no grotão da serra viria em busca do que lhe era de direito.
E é por isso que a cada sete anos o rio muda seu curso natural. E dizem que é a ‘Mãe do Ouro” em busca da cesta de junco cheio de ouro, achada por Chico Cido velho pescador da Vila de Yperoig.
Matéria Publicada na Ubatuba em Revista Semanal #09 - Clique aqui e confira a revista na íntegra.