Ubatuba em Revista

Cultura e História

Folia de Reis

É um sinal! Primeiro cantam os sabiás nos pés de laranjeiras. Depois, nas alvoradas e entardecer, ecoam os cantos das cigarras. Prenúncio de natal!
Afinam-se as violas, violões e cavaquinhos, esquentam os couros dos pandeiros e das caixas, sanfonas e reco-recos nas mãos, desenrolam-se as bandeiras e nas gargantas as mais diversas cantigas que reproduzem a viagem dos Reis Magos a Belém em busca do Menino Jesus.

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10 DE DEZEMBRO dia do palhaço

palhaco

Até um tempo atrás, toda criança tinha o palhaço que marcara sua vida. Algumas, pela lembrança do contato direto no Circo, de alguma apresentação que vira e que lhe marcara por tanto riso inspirado. Outras, pelo contato eletrônico da televisão, desde que ilustres palhaços, como Carequinha e Torresmo foram habitar as telas.
Torresmo foi o palhaço que marcou minha infância. Sua figura de 1,50m de altura, caracterizada de forma excêntrica, usava uma casaca e um laço de retalhos coloridos, sapatos grandes, um guarda-chuva exagerado e um largo sorriso pintado. A imagem bastante alegre que perpetuou Brasil José Carlos Queirolo, um cômico do picadeiro tradicional.

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Cruz de Ferro

O moto clube de Ubatuba, Cruz de Ferro, tem uma trágica história por traz do nome, contada em detalhes no lendário popular Ubatubano e no livro “UBATUBA lendas & outras histórias” de Washington de Oliveira – seo Filhinho. Aqui segue a história sintetizada, por Julinho Mendes.

Morava Juca Mineiro com sua amada Mariazinha e o recém nascido Gregório (gorinho), numa fazendinha lá pros sertões da cidade de Cunha.
Mariazinha veio a conhecer o tão falado galanteador Basílio; não resistiu a seus encantos e não tardou, já estava à galopes na garupa com Basílio, lá pro lado da Mantiqueira.
Gorinho já com 12 anos, perguntava sobre a mãe. Juca então, não querendo que o menino soubesse do adultério da mãe, vendeu sua fazenda em Cunha e comprou um sítio em Ubatuba. Na mudança, enquanto desciam a serra, Gorinho prometia ao seu pai que nunca cruzaria a serra de volta.
Certo dia, de repente surge no meio do caminho um homem irado, no qual desfechou no peito de Juca um tiro de garrucha. Antes de morrer, Juca conta a história do paradeiro da mãe ao filho, e pede vingança. Gorinho plantou no local da morte do pai uma cruz. A  CRUZ  de  FERRO.
Onze anos passados, Gorinho reconhece no comércio de Ubatuba, Basílio, o assassino de seu pai, que já estava de partida. Armou a tocaia e no mesmo lugar onde morrera o pai, vingou-lhe a morte, com uma punhalada que atingiu o coração de Basílio. Rasgou um trapo da camisa ensanguentada do morto, amarrou na cruz e falou em seguida: -Pai! Estás vingado! Eis aqui, ainda quente o sangue de quem te fez desgraçado.

Matéria Publicada na Ubatuba em Revista Semanal #24 - Clique aqui e confira a revista na íntegra

 

A educação informal na preservação da cultura

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Vivemos o momento histórico do cientificismo. Desde o final da segunda guerra mundial, tecnologia e conhecimentos racionalizados são exacerbadamente valorizados. No século 21, então, todo esse conhecimento tecnológico está à mão da maioria da população do hemisfério norte e grande parte da população brasileira, na dorma de apetrechos como celulares que fotografam, filmam, transmitem informações; Leptops; i-phones com os quais pode-se ver com quem se fala à distância, pode-se acessar informações de qualquer parte do planeta, enfim, pode-se ativar, constantemente, as áreas racionais e intelectuais do cérebro.

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Uma História Chamada Tia Helô

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Heloísa Maria Salles Teixeira, mais conhecida como Tia Helô, é um pilar de sustentação das Artes Cênicas de Ubatuba. Com certeza, a pessoa que mais vivenciou o Teatro nesta cidade e que mais histórias tem para contar. Vinda de Lorena, em 1947, aos 18 anos, Helô, que até então não podia manifestar sues dotes artísticos como cantora, porque a avó proibia a exibição pública dessas manifestações, em nome dos bons costumes de uma moça de família, aqui trabalhou por uma ano na Coletoria do Estado.

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