Ubatuba em Revista

Cultura e História

O início do mundo

Um dia vovô Braulino saiu para puxar picaré na praia da Enseada como de costume. Ele foi com o Tio Jovelino, pois para puxar o picaré era preciso duas pessoas. A rede de malhas finas, tinha madeiras roliças nas pontas. Assim um homem segurava no raso e o outro ia caminhando pelo mar puxando de vagarzinho, fazendo um cerco capturando um amontoado de peixes de diversas espécies: Paratis, Tainhas, Sargos e tantos outros que faziam parte das refeições dos caiçaras, moradores à beira-mar.Logo após a pescaria tio Jovelino colocou todo o pescado no samburá, cesto de palha, e tratou de levá-los logo embora para que vovó Maria pudesse consertar o peixe, ou seja, limpá-lo e distribuir para toda a família. Vovô Braulino ficou mais um pouco.

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Grande sucesso "A Frôr da Roça" encerra temporada

fror da roça - teatro

A comédia A Frôr da Roça, texto e direção de Heyttor Barsalini, encerrou sua carreira no ultimo sábado, no Auditório Fundart, com grande sucesso de critica e publico. O grupo teatral Abençoados por Cunhambebe, já em seu quarto trabalho produziu um espetáculo que reuniu os ingredientes necessários para conquistar um publico de 1592 pessoas que assistiram ao espetáculo em 16 apresentações no Auditório da Fundart, de 100 lugares.
A Fundação de Arte e Cultura tem o prazer de cumprimentar a todos os que compuseram o elenco, o diretos Heyttor Barsalini, profissional de teatro com formação pela Unicamp, professor de teatro da Fundart, bem como todos aqueles que participaram dos trabalhos.

Crítica por Adbailson Cuba
 
“Sobre o chão arenoso de Ubatuba desabrochou “A Frôr da Roça”, do Grupo Teatral “Os Abençoados por Cunhambebe”.
O espetáculo, inspirado no texto teatral “Pedido de Casamento”, de Anton Tchékhov, escrito e dirigido por Heyttor Barsalini, encantou e divertiu o público.
Em cartaz de maio a julho de 2009, no espaço do auditório da Fundart, no Sobradão do Porto, o grupo formado por um elenco homogêneo e amparado por um excelente diretor, fomentou as artes cênicas e a cultura da cidade com primor e determinação.
 O espetáculo me leva para uma viagem que parte dos filmes de chanchada, passando pelos filmes do Mazzaropi (ícone da cultura caipira regional), às obras do poeta popular, compositor e cantor Patativa do Assaré e a Comédia de Costumes e Trupes de Circo Teatro.
Contudo, o grupo “Os Abençoados por Cunhambebe” revela uma força que poucos grupos do interior têm. “Que vai além dos mecanismos administrativos de um grupo profissional e aponta o respeito com o fazer teatral, resultante de um trabalho coeso e brilhante.”

Ficha Técnica: “A FRÔR DA ROÇA”


Autor e Diretor: Heyttor Barsalini
Diretor de produção: Fernando Moreno
Elenco:
Alex Sander Quadra Rosa - Cumpadre Anacreto
Fernando Moreno - Tonho
Heyttor Barsalini - Tonho (substituto)
Higor Martins - Dante, o caixeiro viajante
Isabelle Inglese - Crotilde Rosa
Luiz Ballio - Chico da Casanga
Marcelo Sarkis - Cumadre Maria
Vanda Galvão - Nhá Zefa
Vanessa Santos - Nícia

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Uma lembrança à Sérgio Viotti

sergio viotti

No último domingo a classe artística suspirou saudades. Considerado pela crítica como um dos  grandes diretores e atores dos palcos brasileiros, Sérgio Viotti, aos 82 anos, cerrou a derradeira cortina dos palcos da vida.
Esse paulistano do bairro de Higienópolis que um dia planejou seguir a carreira diplomática, estreou como ator amador em 1949, na cidade do Rio de Janeiro e por algum tempo trabalhou com Teatro de Bonecos, encenando para crianças peças escritas por ele, inspiradas nas obras de Willian Shakespeare.
Viveu em Londres, Inglaterra, na década de 1950, onde trabalhou na Rádio BBC. Escreveu críticas de dança e ópera, gravou peças para transmissão radiofônica e conviveu com escritores e atores emergentes. A partir daí começou suas atividades como diretor de Teatro.
Quando voltou para o Brasil, em 1958, conheceu Antunes Filho e em 1959, a seu convite, dirigiu Viagem a Três, de Jean de Letràz. A partir de 1961, passou a exercer profissionalmente a função de ator. Já em sua estréia recebeu o Prêmio Associação Brasileira de Críticos Teatrais – ABCT, na categoria ator revelação, com a peça O Contato, de Jack Gelber, e direção de Jack Brown.
Na década de 1960 firmou-se como ator e diretor. Revelou-se grandioso tanto no drama quanto na comédia. Recebeu inúmeros prêmios ao longo de sua carreira, em todas as áreas que atuou.
Seu último trabalho sobre palcos foi em 2007, atuando em O Dia que Raptaram o Papa, de João Bethencourt, e direção de Iacov Hillel.
Além do Teatro, desenvolveu vasto trabalho na Televisão, atuando em inúmeras novelas. Também está presente no Cinema, participando de longa-metragens.
Foi um dos fundadores da TV Cultura, quando ela passou à televisão educativa, cuidando da parceria da TV com a Rádio BBC. Foi também diretor artístico da Rádio MEC, no Rio de Janeiro na década de 1970.
Em 2004 a Imprensa Oficial de São Paulo publicou o livro “O Cavalheiro das Artes”, de Nill Lebert, onde teve sua vida retratada.
Como ele mesmo disse um dia, “um ótimo resultado para quem nunca tinha pensado em ser ator”.

Foto: Divulgação

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Fundart abre inscrições para 2º Festival de Viola “João Alegre”

O prêmio para a melhor música original e para melhor intérprete é de R$ 500,00. O 2º lugar leva R$ 300,00 e o 3º lugar, R$ 200,00

Estão abertas as inscrições para o 2º Festival de Viola “João Alegre”, que acontecerá durante a quinta edição da Caiçarada, no final de agosto, em Ubatuba. A participação é aberta a qualquer pessoa e as inscrições deverão ser efetuadas até o próximo dia 14. O Festival acontecerá no dia 29 de agosto de 2009, a partir das 20h30, na Praça de Eventos da Avenida Iperoig e só será permitido o uso de viola e violão nas apresentações.
A ficha de inscrição poderá ser retirada e entregue pessoalmente na Fundart, ou solicitada pelo e-mail ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ), ou via correio. O endereço para onde poderão ser enviadas as inscrições é: Praça Nobrega, 54 – Centro Ubatuba – Cep 11680-000. Para mais informações, ligue: (12) 3834-1023.
A gravação da música deve ser feita em CD, MP3 ou fita magnética, precedida pelo nome do(s) autor(es), citada com voz clara e pausada. Esse material não será devolvido. Caso a música seja de autoria própria, a inscrição deverá ser acompanhada de uma cópia datilografada ou digitada  da letra, devidamente assinada pelo autor. Esse material não será devolvido posteriormente.
Serão classificadas para apresentação somente 15 músicas, pré-escolhidas pela comissão organizadora do Festival e divulgadas através da mídia local e correspondência enviada aos participantes até o dia 21 de agosto.

A premiação

A comissão julgadora levará em conta os seguintes aspectos: letra, melodia e harmonia, no caso de música própria, além da interpretação, ritmo, afinação e apresentação. Cada compositor ou cantor poderá inscrever quantas músicas desejar, sendo escolhida somente uma de sua autoria e uma de autoria de terceiro para apresentação. As músicas originais concorrerão a dois prêmios e as demais somente a melhor intérprete.
O prêmio para a melhor música original e para melhor intérprete é de R$ 500,00. O 2º lugar leva R$ 300,00 e o 3º lugar, R$ 200,00

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Livro: Ser Tão Mar

Livro Esse livro proporciona o encontro de dois poetas, Jorge e Pedro, que se unem na adversidade da vida no litoral norte.
O primeiro, vindo das margens do rio Paraguaçu, compõe sonetos deliciosos, às vezes lúgubres, outras vezes sensuais e auto-irônicos, ao mesmo tempo em que se deixa levar pelas formas e temas cotidianos e banais. Sua poesia, eruditamente popular, atravessa o sertão da Bahia, passa pela megalópole paulistana e vem dialogar com os caiçaras de Ubatuba, incorporando vocabulário, narrativas e pontos-de-vista dessas regiões tão diferentes.
Pedro, seu nome já avisa, é da terra, uma pedra de costureira. Chegou aqui e ficou. Canta seu amor pelo mar e pelas coisas e gentes que vivem dele. Até seus gametas têm espumas do mar. Seus poemas têm cheiro de maresia. Com a simplicidade de um menino, a tristeza pintada verde (do mar e da mata) ajuda a enfrentar as tragédias e os mundéus da existência.
Nos seus poemas, vivemos o “Ser Tão Mar”.

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