Ubatuba em Revista

Cultura e História

5º FESTIVAL GASTRONOMICO DE UBATUBA

Iniciou nessa quinta o 5º FESTIVAL GASTRONOMICO DE UBATUBA, que ocorrerá durante o mês de Agosto. Confira a programação da semana:

Exposição Telas Fundart
8 de agosto - 20:30hrs - Restaurante Raizes

Circo
8 de agosto - 20:30hrs - Roteiro Centro: apresentações de 15 minutos em frente aos seguintes estabelecimentos e em seu percurso – Sorveteria Pistache, Pizzaria São Paulo, Pizzaria Bucaneiros, Restaurante Tio Sam e Hotel Palace.

Sexteto
8 de agosto - 20:30hrs - Restaurante Bucaneiros

Dança de Bois
8 de agosto - 20:30hrs - Roteiro Guarani: apresentações de 15 minutos em frente aos seguintes estabelecimentos e em seu percurso – Ellen Pão de Queijo, Spaghetto, Malibu, Tachão, Restaurante Rei do Peixe, Restaurante Arabi, Restaurante Perequim e Peixe com Banana I.

Contador de Causos
8 de agosto - 20:30hrs - Restaurante Senzala

Circo
9 de agosto - 13:00hrs - Peixe com Banana

Dança de Bois
9 de agosto - 16:00hrs - Roteiro Guarani: apresentações de 15 minutos em frente aos seguintes estabelecimentos e em seu percurso – Ellen Pão de Queijo, Spaghetto, Malibu, Tachão, Restaurante Rei do Peixe, Restaurante Arabi, Restaurante Perequim e Peixe com Banana I.

Circo
9 de agosto - 20:30hrs - Restaurante Senzala

 

VILLA GASTRONÔMICA

De 14 a 16/08 (sexta, sábado e domingo) será montada a Villa Gastronômica no restaurante Oásis.
Na Villa serão estruturadas as seguintes atrações:

• Espaço do Sabor: Neste espaço serão montados stands com apresentação de empresas do segmento de A&B, parceiros e patrocinadores do evento, e será permitida a degustação de vários produtos. Contará ainda, com uma Cozinha Show, que terá programação específica contando com Saraus Gastronômicos: aulas de chefs, oficina de receitas com polpa de juçara, oficina de receitas infantis, oficina de alimentação saudável, entre outros.

• Espaço do Saber: Serão apresentadas as exposições: “Restaurante: minha Vida” e “Sustentabilidade na Gastronomia”, disponibilizados livros especializados do setor de A&B, meio ambiente e cultura caiçara, palestras com especialistas, e shows musicais. Será apresentado o DVD “Canoas Caiçaras” (Instituto Costa Brasilis) e apresentadas pequenas esquetes do grupo Pés no Chão.

• Espaço de Negócios: será estruturada uma sala de reuniões para fóruns direcionados.

Endereço da Villa Gastronômica:
Restaurante Oásis
Av. Armando Barros Pereira, 361 - Praia Grande
Fone: (12) 3835-1841

Matéria Publicada na Ubatuba em Revista Semanal #06 - Clique aqui e confira a revista na íntegra.     

 

Concurso Literário Ubatuba 2009

A Fundart promoverá o Concurso Literário Ubatuba/2009 no próximo dia 04 de setembro. Na sequência, dia 08 estarão abertas as inscrições cujo encerramento se dará dia 02 de outubro. A entrega dos prêmios irá acontecer dia 04 de dezembro.
Como acontece todos os anos teremos o XXI Concurso de Poesia Estudantil “Idalina Graça”; XXIIConcurso de Poesia “Idalina Graça”; XVI Concurso de Conto “Washington de Oliveira; VIII Concurso de Texto de Teatro “Tia Helô”, (adulto/infantil).
Informações pelos telefones: (12) 3833-7000/7001. Poderão participar do Concurso Literário Ubatuba/2009 todos os residentes no Vale do Paraíba e Litoral, exceto funcionários da Fundart e componentes da Comissão Organizadora, bem como as pessoas envolvidas na organização.

Matéria Publicada na Ubatuba em Revista Semanal #06 - Clique aqui e confira a revista na íntegra.     

 

Histórias de caiçara

caicara por do sol

Na época da guerra tudo era escasso por aqui e trabalho quase não havia. O caiçara pescava e plantava, faziam suas trocas na praia. Farinha de mandioca por peixe, banana e querosene para a luz da lamparina.
Minha avó e outras mulheres, rezavam seus credos em quanto seus maridos iam para a pesca.
caicarasAs crianças nasciam pelas mãos de uma parteira, que ia até a casa da mãe e, lá ficava por horas ou dias dependendo da situação,havia dificuldades com relação á medicação e quando uma criança adoecia era preciso esperar alguém ir até a cidade  na farmácia do Sr Filhinho, para apanhar um preparado para o doente.
Alguns anos a frente surgiu a dona “Pitiatra”, ou dona Pitiá da Pedra Branca na Enseda, que acolhia as crianças doentes com chás e rezas, acalmando suas mães desesperadas.
Aqui o povo andava pelas trilhas, pois não havia estradas, a passagem da Praia Grande era feita pela areia, na Enseada se fazia compra na venda do Maciel
Os mortos eram transportados em redes com um tronco para carregar, um ia frente e outro atrás, de tempos em tempos fazia o revezamento, até o cortejo chegar à cidade para ao sepultamento.
Mas nem só de tristeza vivia o caiçara, faziam muitos bailes, dançavam o xiba e outras danças regionais, nessas festas era de costume servir peixe assado e batata doce. Era um povo de hábitos simples e houve um tempo que podia se banhar no Rio Tavares, aonde era possível nadar na Barra dos Pescadores e se previlegiar do sol nas areias do Cruzeiro, aonde moças embalavam seus sonhos olhando para o horizonte. Tudo aqui permanece, os sonhos de outrora, o raiar do sol na Praia Grande ainda é fascinante, mas os rios estes não possuem as mesmas águas, nem as mesmas transparências.
O pescador ainda acorda cedo e lança sua rede ao mar como outrora seus antepassados o faziam.
Nascer caiçara é simplesmente uma dádiva concedida a um ser,só o tempo poderá contar o que estas terras de muitas canoas, terras de índios, brancos e negros pôde herdar, um brilho singular, uma riqueza inestimável de histórias, contos, cantos  e encantos  de uma gente simples, mas não menos nobre que fez aqui o seu legado, uma tradição, uma cultura eterna que não se apagará jamais.

caicaras

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Perfil: Dudu Quirino

dudu quirinoDudu Quirino se apresentará com seu Quarteto no próximo sábado, dia 08, na Sala ArtAud Nas Nuvens, aqui em Ubatuba, apresentação que será a última desse ano em terras brasileiras. Por conta disso, nada melhor do que relembrar a trajetória desse artista, que passa por Ubatuba.
Dudu iniciou sua carreira musical em 1998 por acaso, na escola de música da Banda Municipal Carlos Gomes, em Caraguatatuba, cidade onde nasceu. “Eu jogava futebol, queria me profissionalizar. Já estava com 16 anos e comecei a perceber que a carreira profissional nesta área estava cada vez mais longe de ser alcançada. Meu primo Antonio, que  era trompetista, me disse que havia uma vaga  na Carlos Gomes para tocar bumbo. Eu tinha algum tempo livre e resolvi experimentar. Quando acompanhei a banda pela primeira vez me apaixonei”. A família, de modo geral, influenciou bastante “o gosto musical deles é impressionante, minha irmã mais velha escuta Elis Regina desde muito nova, meu pai amava Nelson Gonçalves”.
Da percussão para o sopro foi um pulo, Amarildo da Hora (um dos atuais regentes da Banda Sinfônica Lira Padre Anchieta) lecionava trompete em Caraguá naquela época, e percebeu que Dudu poderia ter futuro como trompetista.

“Eu era adolescente e o maestro da banda de Caraguá dizia que eu nunca seria um músico descente pois eu era muito levado e só queria saber das meninas. O fato é que resolvi provar aos que não acreditavam em mim que eu era muito capaz. Isso ajudou de vez na minha carreira”

Mudar para Ubatuba foi consequência. “Meus pais moravam aí desde 1995, eram caseiros de uma pousada onde meu pai era também o gerente. Aprendi muito conhecendo gente de vários lugares do Brasil e do Mundo. Percebi o movimento da cidade, o jeito de viver de Ubatuba, que é bem diferente das outras cidades do Litoral Norte Paulista. Existe garra nas pessoas que moram aí. Comecei a pegar onda e me apaixonei pelo surf. Eu estudava música e surfava”.

Os estudos do trompete foram se aprofundando e, mais uma vez incentivo por Amarildo da Hora, Dudu arriscou prestar os testes para admissão na ULM – Universidade Livre de Música, atual Centro de Estudos Musicais Tom Jobim.
Então Dudu deslanchou, em 2007 participou do Heritage Festival, em New Orleans / EUA, um dos principais festivais de Jazz do Mundo e atualmente toca na Metalmaneira Big Band, banda apadrinhada por Jô Soares, regida por Chiquinho Oliveira, trompetista do Sexteto Onze e Meia, do Programa do Jô. Trabalha como solista a cinco anos, fazendo quartetos e quintetos, sempre com formações diferentes.

“Tocar na Metalmaneira é incrível! Através dela pude tocar com todo o Sexteto Onze e Meia, com Bocatto, Mielle. Participamos do Festival de Londrina, onde o grande mestre trombonista Vittor Santos regeu a Big Band”

É trompetista lider de uma das orquestras da Royal Caribbean International, empresa de cruzeiros turísticos norte-americana, sediada na cidade de Miami, na Flórida / EUA.

Ping Pong

TRABALHO: Desafio.
SONHO: Todas as pessoas em Paz.
PERCO A PACIÊNCIA QUANDO: Não acreditam em mim. Só sou músico hoje porquê não acreditaram que eu seria.
O MELHOR PROGRAMA: Família! Família! Família!
SOU FÃ DE CARTEIRINHA: Minha Mãe, a capacidade que ela tem de me tratar como o melhor músico do mundo do meu quarto é absurda!

Foto: Divulgação

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O início do mundo

Um dia vovô Braulino saiu para puxar picaré na praia da Enseada como de costume. Ele foi com o Tio Jovelino, pois para puxar o picaré era preciso duas pessoas. A rede de malhas finas, tinha madeiras roliças nas pontas. Assim um homem segurava no raso e o outro ia caminhando pelo mar puxando de vagarzinho, fazendo um cerco capturando um amontoado de peixes de diversas espécies: Paratis, Tainhas, Sargos e tantos outros que faziam parte das refeições dos caiçaras, moradores à beira-mar.Logo após a pescaria tio Jovelino colocou todo o pescado no samburá, cesto de palha, e tratou de levá-los logo embora para que vovó Maria pudesse consertar o peixe, ou seja, limpá-lo e distribuir para toda a família. Vovô Braulino ficou mais um pouco.

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