Ubatuba em Revista

A Gruta que Chora

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Este belíssimo atrativo de Ubatuba se encontra na Praia da Sununga, muito frequentada por praticantes do skinboard, popularmente conhecido como “Sonrisal”. Seu acesso é feito pela primeira entrada da Praia do Lázaro, no km 63,5 da Rodovia Rio-Santos, sentido Ubatuba-Caraguá, num dos trechos que já contam com uma boa infraestrutura turística: hospedagem, gastronomia, náutica, ecoturismo, entre outros.
A Gruta que Chora realmente é envolvente e mística. Sua entrada mais parece uma caverna que se encontra de frente à praia da Sununga. A Gruta abriga diversas lendas e mistérios, mas, cientificamente, suas paredes são de origem vulcânica, porosas e permeáveis, que vertem água constantemente sob um grande impacto vibracional de sons emitidos dentro e fora de sua cavidade; este fenômeno acontece de modo quase ininterrupto, em função dos constantes estrondos provocados pelas ondas do mar e pelas águas que arremetem na costeira rochosa. As águas que caem da rocha na Gruta, segundo os geólogos, provêm de alguma nascente no interior da formação vulcânica, mas ainda poucos estudos comprovam esta nascente.
O passeio é muito interessante e agradável, principalmente pelas diversas histórias contadas pelos caiçaras, frutos da simplicidade, crendice, criatividade e, acima de tudo, de uma grande sabedoria para explicar o fenômeno natural rodeado de energia, que atrai muitos turistas. Para quem não conhece, vale a pena visitar esta linda gruta e a maravilhosa praia da Sununga!

A lenda da Gruta que Chora

Diz a lenda que, nesta gruta, habitava um monstro que se transformava em homem todas as noites. Havia por ali uma linda jovem que se apaixonou por este homem, permitindo que ele entrasse em seu quarto todas as noites. Logo, sua mãe percebeu que havia algo estranho já que a jovem Iracema sentia sono durante o dia. Conversou com seu esposo sobre tal desconfiança. O pai de Iracema resolveu então que iria investigar. Ao cair a noite, este ficou espionando até que viu tal rapaz entrando no quarto de Iracema. Espantado, o seguiu e viu quando ele entrou na gruta e se transformou em um monstro horrível com cabeça de dragão e corpo de serpente. Sem saber o que fazer ele procurou Frei Bartolomeu, que estava na região em homenagem ao centenário do Padre José de Anchieta. O Frei e a comunidade vieram até o local e jogaram ali água benta, expulsando o tal monstro que se foi para nunca mais voltar. Iracema, que apaixonada já não seria feliz sem seu amado, adentrou a gruta. Segundo antigos moradores, o espírito de Iracema continua lá até hoje e chora a cada vez que ouve vozes, porque pensa que pode ser seu amado que volta para buscá-la, na esperança de viverem eternamente um lindo amor.
Muitos visitantes vêm em busca destas lágrimas que acreditam estarem misturadas à água benta deixada pelo Frei Bartolomeu. Já outros dizem que estas lágrimas de Iracema são capazes de realizar sonhos românticos.

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