grande volume de lixo; e gases de efeito estufa, uma vez que a eletricidade a bordo é gerada por motores a diesel. Para agravar, há o risco de derramamento de óleos, produtos químicos e solventes no mar. De acordo com oTelegraph of London, um navio de cruzeiro emite três vezes mais dióxido de carbono que um avião a jato.
Especialistas também criticam o despreparo das cidades para lidar com um grande fluxo de turistas e questionam o retorno financeiro dessa atividade para localidades menores, já que os pacotes para viajar de navio incluem todas as refeições, fazendo com que os passageiros limitem os gastos no continente com miudezas, como souvenirs e sorvetes.
Para se ter uma ideia do crescimento da atividade, de outubro de 2009 a maio de 2010 houve um aumento de 66% no número de passageiros que visitaram as praias brasileiras, em comparação com a temporada anterior.
De acordo com a Convenção da Organização Marítima Internacional, o lixo orgânico pode ser lançado no oceano, a 12 milhas náuticas, ou seja, a 22 km da costa. O esgoto também pode ser descartado no mar, desde que tratado.
Em maio deste ano, o jornal O Estado de S.Paulo apurou as medidas que estão sendo tomadas pelas grandes armadoras para “amenizar a ‘pegada’ ecológica das embarcações”.
A MSC Cruzeiros adotou a norma internacional de gestão ambiental ISO 14.001 e afirmou ter a bordo incineradores, compactadores e trituradores. A CVC garantiu só operar com navios que obedecem as convenções internacionais.
O Estadão também revelou que, apesar da preocupação das empresas com a sustentabilidade, diversos navios receberam multas nos últimos anos por danos ambientais, como jogar ao mar águas sem tratamento e destruir corais.
Sinal de que é preciso manter o radar antenado nesse mercado.
No rastro dos cruzeiros
- Sex, 03 de Setembro de 2010 12:39
- Regina Teireixa