Ubatuba em Revista

Megadiversidade brasileira

O cadastro das espécies da flora brasileira foi concluído, recentemente, por um exército de 400 pesquisadores e publicado no site do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Com esse trabalho, que teve início em setembro de 2008, o Brasil cumpre uma das exigências impostas aos signatários da Convenção sobre a Diversidade Biológica, da ONU.
O primeiro e último levantamento foi realizado há mais de 100 anos, pelo botânico Carl Von Martius que, em 1906, publicou um trabalho sobre as 22 mil espécies de plantas brasileiras conhecidas até então.
No Brasil, uma nova planta é descrita, cientificamente, a cada dois dias. A estimativa é que exista um total de 60 mil espécies, portanto, ainda há muito a ser descoberto. Por isso, foi desenvolvido um sistema que permitirá a atualização online da lista.
O site informa a origem e a distribuição geográfica de cada planta e permite a consulta das 2.291 espécies endêmicas, ou seja, que só ocorrem no país, como o Pau-Brasil.
Entre as espécies listadas há 3.633 fungos, 3.521 algas, 1.522 briófitas, 1.176 pteridófitas, 23 gimnospermas e 31.248 angiospermas.
O próximo desafio imposto aos botânicos, para atingir as metas da estratégia global para a preservação de plantas, é atualizar a lista das espécies ameaçadas de extinção, revista pela última vez em 2008.
De acordo com documento do Ministério do Meio Ambiente, chamado “As áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade brasileira”, dois biomas nacionais associam maior riqueza de espécies e maior ameaça à conservação: o Cerrado e a Mata Atlântica.
Ao lado da sorte de abrigar em nosso território uma imensa riqueza biológica está a responsabilidade de cuidar de sua preservação.
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