Ubatuba em Revista

Uma nova cultura é possível

Já no prefácio, o presidente do WWI, Christopher Flavin, adverte que a dimensão cultural de nosso dilema ambiental continua negligenciada. O consumismo, que vai se enraizando em uma cultura após a outra, tornou-se um acelerador da destruição dos ecossistemas e da produção de lixo.
O uso de recursos naturais aumentou 50% nos últimos 30 anos e pode aumentar por décadas a fio caso mais de 5 bilhões de pessoas, que atualmente consomem um décimo da média do americano e do europeu, tentem seguir o caminho aberto pelos ricos.
Para quem acha impossível mudar essa cultura de consumo global, o relatório traz bons exemplos de líderes empresariais, autoridades governamentais, profissionais de diversas áreas e cidadãos comuns que  estão convencendo seus clientes, eleitores e colegas das vantagens de uma cultura que respeite a natureza e assegure que as gerações futuras vivam tão bem, ou melhor, do que a atual.
O êxito das novas culturas de sustentabilidade, relatadas no documento, vai depender da nossa capacidade de fazer com que um modo de vida sustentável seja tão natural amanhã como o consumismo é hoje.
“Nossas culturas estão, de fato, plantando as sementes de sua própria destruição. No final, o instinto humano de sobrevivência deverá triunfar sobre a compulsão para consumir a qualquer custo”, acredita Flavin.
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