Ubatuba em Revista

A questão do lixo em Ubatuba

Quando me mudei para esse paraíso tropical, continuei com minhas práticas cotidianas sustentáveis, como separar o lixo reciclável do lixo comum, reutilizar água, economizar luz, reutilizar embalagens, entre outras.
Ao longo do ano de 2009, me sintia preocupada, porque o caminhão sonoro da prefeitura, com o lindo slogan “UBATUBA SUSTENTÁVEL”, nem sempre coletava meu lixo reciclável.
Infelizmente, outra coisa me indagava, desde que resido nesse município: a destinação final dos resíduos sólidos da população local e dos turistas.
O aterro controlado, situado no bairro do Ipiranguinha, era algo surreal, para uma cidade com tanto verde e vida silvestre. O chorume produzido nesse aterro era jogado sem tratamento nenhum no rio Grande que corta a cidade e desemboca na praia do Iperoig, poluindo as águas do rio e do mar. Bem, esse aterro se esgotou e foi interditado pela CETESB.
Atualmente, todo o lixo produzido em Ubatuba é levado para o aterro sanitário de Tremembé, a prefeitura acha essa prática normal e até faz propaganda disso no carnê de IPTU.
Aí paíra minha indignação! Por que a coleta seletiva não funciona corretamente para diminuir a quantidade de lixo levado para Tremembé? Porque não profissionalizar agentes ambientais que conscientizem todos, moradores e turistas, da importância de aderir ao programa de coleta seletiva? Porque não criar cooperativas de coletores ou separadores para gerar renda para as famílias carentes?
Espero que todos repensem suas atitudes, afinal as futuras gerações merecem um mundo limpo, vivo e verde.

Texto: Beatriz Rodrigues

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