Ali, em meio à Mata Atlântica, sob a constante vigilância dos urubus, o lixo orgânico depositado junto com diversos materiais recicláveis aguarda condução, enquanto derrama seu chorume e exala seu mau cheiro.
O secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, José Roberto Campos Monteiro Júnior, observa que a coleta nos bairros da região norte melhorou depois que passou a ser feita por caminhões menores. “Por causa da dificuldade de acesso aos bairros, os veículos grandes ficavam até 10 dias sem fazer a coleta. Como morador da região, cansei de ver gente enterrando ou queimando o lixo”, explica.
Segundo ele, o lixo da coleta domiciliar é colocado no trevo todas as segundas e sextas-feiras e retirado às quartas e sábados. Na temporada, a coleta é realizada quatro vezes por semana. “Estamos discutindo junto à atual direção do Parque a liberação de uma área para a colocação desse material”, adianta.
Para o secretário, parte do problema deve-se a alguns moradores da região, que reviram o lixo atrás de materiais para revender, esparramando todo o resto no chão.
Ainda que a foto que ilustra esta coluna inocente a população – afinal, a montanha de lixo disposta no asfalto não caberia nas cinco caçambas abarrotadas -, o que se aponta como problema poderia ser a solução: identificados os catadores, por que não orientá-los e incentivá-los a promover a coleta seletiva? Além de gerar renda para as famílias, a iniciativa ajudaria a reduzir o volume de lixo dentro do Parque, às margens da BR.
Lixo: montanha de problemas
- Sex, 25 de Junho de 2010 18:04
- Regina Teireixa