No interior de uma TV, encontra-se o tubo de imagem, cuja ruptura é muito perigosa. Ao implodir, os estilhaços de vidro podem ferir gravemente pessoas próximas. O pó à base de fósforo contido no interior do tubo se desprende, fica em suspensão no ar, pode provocar intoxicação se inalado e contamina o ambiente. Tubos de imagem contêm 25% do seu peso em chumbo, metal altamente perigoso.
Países como EUA e toda a União Européia dispõem de legislação específica para a reciclagem de Monitores e Televisores.
A legislação Brasileira determina que resíduos tóxicos não podem ser destinados a aterros sanitários e exige sua identificação para tratamento e destinação ambientalmente corretas.
O projeto de Lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos daria um passo importante para atacar o problema do crescente volume de e-lixo ao impor aos fabricantes de eletroeletrônicos a logística reversa, baseada no princípio de que quem produz o lixo é encarregado de seu destino. O Senado, no entanto, adiou recentemente a votação, provavelmente para depois das eleições.
O adiamento é um grande retrocesso para o Brasil, o terceiro país emergente que mais gera resíduos de produtos eletrônicos, de acordo com a ONU.
Relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicado atualmente, revela que o País perde R$ 8 bilhões por ano por deixar de reciclar.
Entender que lixo não é lixo, mas matéria prima reaproveitável e uma grande oportunidade de negócio, é o desafio do século XXI.
Reprise
- Seg, 21 de Junho de 2010 18:15
- Ubatuba em Revista