Ubatuba em Revista

Casa de Farinha

A casa de farinha mínima, constituía de um ralador de mandioca, uma prensa de tipiti (cesto de taquara de origem indígena para escorrer o caldo) e o formo com seu tacho de cobre ou ferro, para torrar a mandioca ralada e prensada, produzindo a farinha.

A industrialização da farinha iniciou-se no começo do século XVII através das fazendas coloniais.
Em exposição no Museu Caiçara de Ubatuba há uma maquete que mostra perfeitamente uma tradicional casa de farinha, retratando uma industria polivalente que produzia outros manufaturados além da farinha de mandioca, como as farinhas de milho e fubá, pó de café, quirera, arroz descascados, açúcar e até cachaça.
Seu funcionamento, muito simples e rudimentar, permitia que fosse operada apenas pela mão de obra escrava.
Em geral as casas de farinha eram compostas da seguinte forma: Um grande galpão alto, sem paredes, permitindo constante ventilação e, ao mesmo tempo, abrigando da chuva. Na parte central, uma grande roda d’água que era movida por água em queda livre, onde sua

velocidade podia ser facilmente controlada em função do fluxo de água conduzida até ela.
Em geral, nessas Casas de Farinha, além dos artefatos para produção da farinha, havia sempre uma moenda de cana, um tacho para fazer a rapadura (açúcar mascavo) e um destilador para produção de aguardente (cachaça).
Os artefatos de uma Casa de Farinha eram os seguintes: Roda d’água, lavador de mandioca, monjolos, prensas, marteletes, pedra mó, peneira, forno com tacho, e moinho.
Vale a pena conhecer uma casa de farinha, pura cultura caiçara.
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