Cabe perguntar: quem, em sã consciência, jogaria esses três monitores e três teclados na calçada, às margens do rio? Difícil imaginar o usuário comum com tantos equipamentos para se desfazer. Viriam de alguma oficina de conserto?
A imagem não revela o autor da barbárie, mas mostra claramente o quanto são urgentes leis, fiscalização e educação.
Não é a primeira vez que esta coluna aborda os perigos do lixo eletrônico. A maior parte dos aparelhos usa em sua fabricação metais tóxicos, como mercúrio, chumbo e cádmio, substâncias que reagem com as águas da chuva e contaminam os afluentes e o solo.
A princípio, todos os componentes de aparelhos eletrônicos podem ser reciclados. Até mesmo as substâncias tóxicas, como o chumbo, são reaproveitadas na confecção de novos produtos, como pigmentos e pisos cerâmicos. Por isso é importante saber destinar esse tipo de resíduo.
Uma dica é procurar o CEDIR (www.cce.usp.br), Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática, da USP, onde o aparelho é desmontado e dele se aproveita até o último parafuso.
Os perigos do lixo eletrônico
- Sex, 30 de Abril de 2010 20:54
- Regina Teireixa