A urgência dos tempos modernos
- Sex, 26 de Março de 2010 18:13
- Heyttor Barsalini
O companheiro mais próximo de quem trabalha com idéias, tem sido o notebook. Mesmo aos domingos é a ele que se recorre para lazer e contato com conhecidos.
Por tabela, fica inevitável que esse “cyber amigo” continue a nos super estimular com notícias bombásticas (que vêm pelos sites especializados), e-mails que apresentam novidades de saúde, vídeos que sentimos que precisamos assistir para estarmos inteirados do mundo, enfim, uma enorme carga de informações, realmente desnecessárias, que não ajudarão a melhorar, em nada, nossas vidas.
Mas somos nossos próprios algozes. É verdade que, em todas as atividades profissionais, há momentos em que o tempo urge. Mas são momentos; não devem ser uma constante. Super estimulados pela adrenalina da urgência, nosso cérebro se acostuma a um nível de quase dependência dessa situação e, sem percebermos, acumulamos tensões que são sobrepostas, umas às outras, consecutivamente.
Tornamo-nos atletas mentais, como que participando de ininterruptas e inconscientes provas olimpíadas às quais temos a obrigação de vencer. Porém, como qualquer atleta, de qualquer modalidade, temos que respirar, temos que descansar entre uma prova e outra.
Afinal, o que há de errado com o ócio do final de semana?