Ubatuba em Revista

Para a família, tédio é um termo sem utilidade. “O que não falta a bordo são coisas interessantes para ver, fazer, ouvir, sentir”, conta Heloísa. As atividades vão desde a cozinhar e realizar manutenções, até as extremamente agradáveis, como assistir ao por do sol, sentir a brisa do mar, ler livros e praticar yoga. Porém ela explica, não há tempo para tudo. “Se o dia fosse de mais de 24 horas, ainda me faltaria tempo para fazer tudo o que eu quero.” Sobre a rotina, Heloísa afirma que cada dia é diferente do outro. “O barco esta sempre em movimento e os ambientes e situações mudam ou podem mudar a cada momento o que impede uma “rotina”. Temos sim turnos definidos de quem navega o veleiro, e outras tarefas. Mas tudo pode mudar se entra uma tempestade, ou se temos calmaria. Então a rotina vai literalmente por água abaixo.”
No início da aventura, com filhos ainda entre a infancia e a adolescência, a família teve que ter um bom planejamento e muita disciplina, para a educação a distância. Mas a missão não foi impossível, as crianças gostavam de ler e pesquisar e Heloísa se empenhou na tarefa de mãe e educadora. “Sempre acreditei que a educação não é uma obrigação só da escola. Ser professora de meus filhos durante os 10 anos no mar  foi uma escola para mim também, e aprendi muito com eles. Descomplicar foi a palavra mágica.”
Constantemente de mudança, Heloisa conta que sempre foram bem recebidos por onde passaram “Ser brasileiro é bem legal. Todos gostam do Brasil”, relatou.
Já Ubatuba ela conta que visitou diversas vezes. “A cidade tem uma excelente infra-estrutura para barcos” explicou, “é uma cidade que está crescendo bastante. As pessoas são muito simpáticas e hospitaleiras.”

Matéria Publicada na Ubatuba em Revista de Novembro #10

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