
Na natureza nada se perde, tudo se transforma. É seguindo essa lógica que a ceramista de Ubatuba, Malu Ramos, enxerga. As caixas de papelão descartadas feito lixo nas calçadas, são a matéria-prima para as embalagens de suas peças. “Antes, mandava fazer uma caixa especial para cada cerâmica. Com este reaproveitamento, não tenho gasto com a embalagem e consigo baratear o preço final do produto”, conta.
Sua maior satisfação é poder colaborar na luta contra o desperdício. As novas caixas vêm com a etiqueta: “posso não ser uma bonita embalagem, mas eu estou ajudando a salvar uma árvore!”.
Para produzir 1 tonelada de papelão, são necessárias de duas a três toneladas de madeira; uma grande quantidade de água, mais do que qualquer outra atividade industrial; e muita energia. A indústria da celulose está em quinto lugar na lista das que mais consomem quilowatts.
No Brasil, o consumo de papel e papelão gira em torno de 4 milhões de toneladas/ano, sendo que ambos podem ser reaproveitados várias vezes. O problema é que falta incentivo à coletiva seletiva. “É uma pena que não dê para aproveitar todas as caixas que encontramos na rua, porque muitas vezes estão sujas, danificadas ou molhadas”, lamenta a ceramista.
Foto: Malu Ramos
Matéria Publicada na Ubatuba em Revista Semanal #19 - Clique aqui e confira a revista na íntegra
