Ubatuba em Revista

Filhos - Da Gravidez aos 2 Anos de Idade

Avanços nas pesquisas sobre psicologia e fisiologia infantil, aliados  a progressos em exames de imagem, desvendaram e trouxeram a tona novas notícias e prometem mudar os paradigmas sobre como cuidar e educar bebês. Agora, as orientações para cuidar de bebês na primeira infância baseiam-se nos sinais que eles próprios nos mostram, respeitando que cada criança é um indivíduo único, com necessidades e anseios diferenciados. “Na verdade, cuidar deles é bem mais simples do que se imaginava”, diz o pediatra Marcelo Reibscheid, médico do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo.
O primeiro guia elaborado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, traz informações que ajudam a lidar com momentos como o choro, cólicas e chupeta,  mas apesar do nome, não é um manual de instruções, o guia respeita a individualidade de cada um, por exemplo ao explicar que até os 4 anos de idade, a própria criança dará sinais de que não precisa mais usar fraldas, e convém esperar o momento certo, para ela e não o momento que a ansiosidade dos pais sugere.
O contato físico é outro ponto muito abordado no livro, o qual estimula que os pais não tenham medo de mimar, por carinhos demais. Isso também é a conclusão que um trabalho conduzido na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, chegou. O estudo revelou que os bebês que passam a maior parte de seu primeiro ano de vida no berço, sem muito contato físico com seus familiares, não se desenvolvem normalmente, eles demoram a sentar e a andar. Constatou-se que agrados e carinhos ajudam a fortalecer as conexões entre os neurônios, sobretudo aqueles responsáveis pelo equilíbrio e pela locomoção.
A amamentação também é um capítulo interessante, pois alem de reforçar a importância do aleitamento, o guia também explica que não devem existir uma rotina de horários fixos. Os autores explicam o fato dos bebês não terem o mesmo ritmo na mamada, nem a mesma intensidade, aliado ao fato do leite materno ser digerido rapidamente. Esses fatores sugerem que é o próprio bebê quem deve guiar os horários das mamadas, pois é nele que a fome aperta.
Com respeito ao ensino, o livro enfatiza novamente o respeito aos sinais de cada um, é a criança que delimita quando está pronta para ir alem, e é o seu interesse o maior sinal. Forçar é problema. Uma criança que é forçada a começar a escrever antes dos 5 anos por exemplo, tende a apresentar problemas de aprendizado. Observar e respeitar. Já era prática de muitos pais modernos, e agora, recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria.
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