Ubatuba em Revista

Enquanto isso a fila anda... devagar, quase parando, mas anda. Essa semana, realizando a reportagem sobre a lei criada há 8 anos atrás, que regulamenta o tempo de espera nos bancos, me surpreendi.  Não pelas filas grandes e demoradas, nem pela falta de educação de alguns funcionários de agências bancárias, nem com o descaso em oferecer informações em tais instituição, nem mesmo com a falta de um responsável, que pudesse sanar as dúvidas de uma repórter exercendo sua função. Nada disso me espantou, pois são coisas que todos nós presenciamos no dia-a-dia, e eu não estou isenta disso, estava preparada para a reportagem, sabendo o que viria pela frente, e ansiosa por realiza-la, pois apesar de sabermos bem qual seria o resultado, era preciso ter olhos imparciais, e procurar uma forma de tornar o assunto uma utilidade pública. E foi no meio de uma busca por respostas (e possíveis soluções), que me deparei com uma informação, ao menos para mim, nova: não há, nesses oito anos após a criação da lei que regulamenta a fila de espera dos bancos, uma única denúncia por parte da população. Ao menos foi essa informação que recebi ao questionar a prefeitura, e foi essa a justificativa para também nesses 8 anos após a aprovação de tal lei, nunca ter existido sequer uma blitz de fiscalização. É o exemplo de uma lei que não saiu do papel. Uma lei um tanto útil, para qualquer cidadão que utiliza dos serviços bancários nessa cidade, e se para a lei começar a valer basta denúncias, então espero que a matéria dessa edição possa vir a colaborar. Daqui há uns meses vamos voltar no assunto.
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