
O micro-ondas quebrou, está fora da garantia, o conserto sai quase pelo preço de um novo, o aparelho só serve para ocupar espaço na cozinha. O que fazer com esses equipamentos concebidos para facilitar a vida moderna, que são praticamente descartáveis? Seguir o exemplo do sujeito que largou o micro-ondas em um terreno baldio da rua Cunhambebe, às margens de um braço de rio, é um ato irresponsável e inconcebível.
Os eletroeletrônicos contêm substâncias perigosas e sua disposição no solo é prejudicial à segurança e à saúde. O não aproveitamento dos componentes significa um desperdício de recursos naturais não renováveis.
De acordo com o Worldwatch Institute, as indústrias de alta tecnologia representam um custo extremamente pesado para o meio ambiente. O setor de semicondutores utiliza centenas de produtos químicos, inclusive arsênico, benzeno e cromo, todos reconhecidamente cancerígenos. Os retardadores de chama bromados, regularmente incorporados aos eletrodomésticos de cozinha, estão associados a distúrbios do sistema endócrino. Os equipamentos, quando dispostos de forma imprópria, contaminam o solo e a água porque os agentes poluentes neles contidos se difundem, por lixiviação, no meio físico.
O correto é levar o produto ao revendedor ou à assistência autorizada. “Nós encaminhamos para a reciclagem”, garante a atendente Maria Claudia Noberto da Silva, da Praia Service Refrigeração.